NOME: MULHER-MARAVILHA
ROTEIRO: ALLAN HEINBERG
DIRETOR: PATTY JENKINS
ELENCO: GAL GADOT, CHRIS PINE, ROBIN WRIGHT, DAVID THEWLIS, DANNY HUSTON, ELENA ANAYA E CONNIE NIELSEN
GÊNERO: AÇÃO
ANO DE LANÇAMENTO: 2017

 

Quando Batman v Superman (2016) foi lançado, houve uma divisão muito grande de opiniões, com pouquíssimos meios termos. Mas um elemento que agradou a grande maioria dos fãs foi a presença da Mulher-Maravilha.

Desde o seriado de TV estrelado por Lynda Carter, a princesa amazona não havia ganhado sua própria versão em live action, e quando anunciaram que a atriz e ex-miss israelense Gal Gadot iria dar vida à heroína, muita gente torceu o nariz. Afinal, ela vinha de uma participação simples em Velozes e Furisos, mas também na mente dos mais críticos, não tinha o porte físico que a personagem exigia.

Apesar de não ser uma atriz de extremo talento quando contracenar é o primordial, dá para dizer tranquilamente que Gal Gadot é uma Mulher-Maravilha de presença.

Ela foi apresentada ao público no já mencionado Batman v Superman e com os planos da DC Comics de criar seu próprio universo cinematográfico, um filme que contasse sua origem se fazia obrigatório.

O primeiro ato do filme se passa em Themyscira, uma belíssima ilha que faz jus ao seu apelido de Paraíso.

Dotada de praias deslumbrantes e inumeros tesouros, a ilha é também o lar das amazonas. Guerreiras extremamente habilidosas que desde cedo aprendem como se defender e crer que ali elas estão seguras de todo o mal que os homens trazem.

Diana (Gal Gadot) cresce sendo treinada por sua tia, Antiope (Robin Wright), que não alivia em nenhum momento, acreditando sempre que sua sobrinha é capaz de mais do que pensa.

Com a queda do avião de Steve Trevor (Chris Pine), as amazonas tomam conhecimento de uma guerra que está devastando o mundo, onde crianças e inocentes perecem aos montes.

Diana acompanha Trevor de volta a Londres, acreditando que Ares, o deus da guerra é o responsável por influenciar os homens a fazerem o mal.

A partir daí o filme toma uma direção bem interessante. Longe de querer fazer comparações vazias com os outros filmes da DC, mas apesar de toda a ambientação ser em meio ao horror da Primeira Guerra Mundial, ele consegue ser leve e provocar risos de forma suave. Sem a necessidade de fazer isso sempre.

É muito divertido acompanhar a inocência de Diana, mas ao mesmo tempo ver o quão segura de si ela é.

Estamos falando de um período entre 1914 e 1918. A ideia de machismo que temos hoje, apesar de ainda ser muito forte, nem se compara com a existente naquela época. E isso é bem pontualizado pela personagem Etta Candy, quando diz que no ano que vem talvez as mulheres ganhem o direito de votar.

O filme nos mostra uma dupla de vilões bem letal, formada pela Dra. Veneno (Elena Anaya) e pelo General Ludendorff (Danny Huston).

A primeira é uma cientista militar que estuda fórmulas para criar gases extremamente mortíferos, que podem até mesmo passar pela barreira criada pelas máscaras.

O segundo, é um homem misterioso que apoia completamente as criações da cientista e faz o que é preciso para dar andamento ao plano de exterminio com a arma.

Mulher-Maravilha ao contrario do que muita gente achou que seria, está longe de ser um filme dedicado somente ao público feminino ou adeptos do movimento feminista. Ele é um filme feito para fãs da personagem e também para qualquer pessoa com um mínimo de intelecto, que reconhece a importancia da mulher na sociedade.

Destaco as cenas de ação na Ilha Paraíso, quando a mesma é invadida por soldados alemães. Ver a mulherada indo para cima dos militares, com toda a fúria digna das amazonas foi muito lindo. Mas a cena em que a Mulher-Maravilha vai sozinha para o meio de um campo aberto e começa a repelir as balas, fez eu me arrepiar até o último fio.

Tudo regado ao efeito câmera lenta criado por Zack Snyder, que embora tenha um pouco de exagero, dá ainda mais graça para as sequências.

Talvez a batalha final tenha se desviado um pouco de toda a proposta do filme, com um certo exagero nos efeitos de CGI e algo colossal além do ponto, mas em nada esse detalhe tira o brilho do filme.

Gal Gadot deu vida à Mulher-Maravilha e se garante como a personagem.

Vale: 5 brindes

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